Sexta-feira, 11 de Maio de 2012

Perfeita Simbiose

Loucos? Sim loucos, aqueles que se amarram, que lutam, que esperam e que alcançam os seus sonhos. Ou simplesmente aqueles loucos que gostam de alguém, que não definem amor, porque essa definição é difícil de alcançar e é aprendida e construída dia após dia.


Ouvi dizer que o coração tem razões que a própria razão desconhece. Concordo e acredito que ele é uma máquina complexa de mecanismos difíceis de deslindar. E depois há um magnetismo que me cola ao chão sempre que te encontro e toda a Terra deixa de girar e o meu mundo pára, como se tudo o resto deixasse de ter qualquer importância. Pudesses tu saber o poder hipnotizante que detens, pudesses saber que me movo em perfeita rotação contigo, lado a lado, que juntos formamos uma perfeita simbiose que eu quero que perdure, pudesses levar-me contigo ou deixares-te levar comigo para onde eu for! Pudesses saber a força, gestos e acções perante mim, pudesses compreender que cada vez mais a tua presença é requerida nos meus dias e nas minhas noites...pudesses saber que de resto és parte integrante de tudo aquilo que me compõe.


Descobri recordações - frágeis, como a fragilidade de uma recordação - de momentos e não de dias, de ocasiões e não de horas, de pedaços de mim, de pedaços de ti, de pedaços de nós e daquilo que nos pertence. Das recordações aprendi lições, retirei poesia do que li, dos ensinamentos que aprendi contigo, dos erros que vamos dando e da imperfeição perfeita daquilo que somos.


Perfeita Simbiose essa que estou a descobrir. Como quem lê um livro em branco e vai escrevendo nele, todos os dias, a sua história. Como quem pinta uma tela em branco. Como quem vê com entusiasmo a tinta da caneta escorrer para o papel um conjunto de palavras que forma poesia. Perfeita Simbiose essa com um misto de alucinação, um misto de realidade e uma loucura característica de quem gosta e de quem tem o mundo à cabeceira e pede asas para voar.


´P.S: É uma Perfeita Simbiose!


                      ÉS UMA PERFEITA SIMBIOSE! <3 

Segunda-feira, 7 de Maio de 2012

"O tempo é um carro novo sem a marcha-atrás"

Diz-se que o tempo é relativo. E não existe nada mais certo que não seja a sua passagem, o facto deste não recuar e o facto deste me fugir por entre dedos. Foi este mesmo tempo que me escapou e quando dei por mim tinha silenciado as minhas palavras, as minhas frases e os meus pedaços de mim.
Fui "obrigada" a calar-me, quando a minha inspiração me disse para eu não esperar mais, para eu seguir em frente e para não deixar nada em pausa.

Eu disse que "devia cansar ser héroi", porque afinal eu me sentia uma espécie de heroína qualquer que queria salvar o mundo e a humanidade. Eu queria resolver os meus problemas e os dos outros, eu quis fazer tudo ao mesmo tempo e esqueci-me que eu, afinal de contas, não sou mais do que um ser humano igual aos outros e que não sou nenhuma heroína! Na altura tudo o que eu queria era um super-herói, era com ele que eu sonhava e era ele que eu queria.  

Mais tarde, impus "limites" e barreiras a tudo o que me rodeava, disse que "foi como ir a 150km/h e fazer marcha-atrás" e foi mais ou menos isso que me aconteceu! Não podia negar o que sentia nem o que estava à frente dos meus olhos e dos olhos de todos os outros que me rodeavam. Parecia tudo tão óbvio que fugir me pareceu a melhor solução. Impus-me barreiras e quis afastar-me de muita coisa, de muita gente e de uma pessoa em especial, mas nunca consegui. Não havia maneira de recuar, o tempo ia passando e eu envolvia-me cada vez mais nos meus sonhos, na minha esperança e lutava dia após dia em busca do meu objectivo, em busca do que eu queria, em busca de quem eu queria! Mas foi em vão. Coloquei-me em "pausa" por tempo indefinido e avaliei por que caminho deveria seguir.
Apercebi-me, então, que estava "viciada". Já não havia pausa que me salvasse, nem caminho por onde seguir. Existiam duas hipóteses: continuar a lutar ou desistir. Desistir no verdadeiro sentido da palavra e deixar para trás tudo aquilo em que acreditava. Mas é difícil deixar um "vicio" e eu já estava demasiado enraizada para deixar tudo para trás.

Então continuei ali "numa luta constante contra os meus "vícios"" a tentar perceber se "São as relações entre os seres humanos que são complicadas? Ou somos nós, humanos, que as complicamos?"




Depois foi como "morrer de sede em frente ao mar" e perdi todas as esperanças que tinha até então. Isto porque ganhei coragem e decidi que estava na altura de quebrar limites e barreiras, de deixar os "vícios" e pus-me a caminho daquilo a que hoje, carinhosamente, chamo "uma longa caminhada". Não foi de todo fácil para mim, foi um caminho tortuoso. Contudo "morri na praia".
Parecia que tinha entrado numa enorme tempestade: relâmpagos, chuva, trovoada, tudo ao mesmo tempo. Senti-me num vazio em que não consegui ouvir nem ver nada, foi como se mergulhasse a uma profundidade tal que tudo o resto deixasse de existir....

Seguiu-se um longo período em que precisei de tempo. Precisei que a tempestade passasse e depois houve tempo para tomar uma decisão. E a minha decisão foi esperar, foi dar tempo ao tempo, foi dar tempo para que tudo se resolvê-se por si...

"E foi mais fácil esperar do que desistir. Foi mais fácil desejar do que esquecer. Foi mais fácil sonhar do que perder. E para quem vive a sonhar, é muito mais fácil viver!"










Terça-feira, 6 de Dezembro de 2011

"(...) É mais fácil esperar do que desistir. É mais fácil desejar do que esquecer. É mais fácil sonhar do que perder. E para quem vive a sonhar, é muito mais fácil viver."

Margarida Rebelo Pinto


E enquanto esperar valer a pena...


Eu não vou a lado nenhum!

Quarta-feira, 2 de Novembro de 2011

"E de novo acredito que nada do que é importante se perde verdadeiramente. Apenas nos iludimos, julgando ser donos das coisas, dos instantes e dos outros. Comigo caminham todos os mortos que amei, todos os amigos que se afastaram, todos os dias felizes que se apagaram.... Não perdi nada, apenas a ilusão de que tudo podia ser meu pra sempre."






Miguel Sousa Tavares

Sábado, 29 de Outubro de 2011

E no momento exacto a consciência falou mais alto e...


"Depois da Tempestade vem a bonança!"

Sábado, 15 de Outubro de 2011

Morrer de sede em frente ao mar...

Apaga-se a luz. Fecho a porta atrás de mim. Desço as escadas e deixo para traz apenas o silêncio das palavras que ninguém ouviu, dos gestos que ninguém viu e o pulsar de um magnetismo que me desconsertou e me roubou o tempo que dei como perdido! A isto junta-se a vontade anunciada que eu já tinha de partir. Juntou-se o útil ao agradável por tanto!
Agora apercebo-me que provavelmente com o findar dos dias finaram-se também pedaços de mim! Morri um bocadinho em cada momento que sonhei, em cada loucura que cometi, em cada segundo que me prendi demasiado e em cada noite em que procurei a minha realidade!
Morre-se de sede em frente ao mar...sempre que aquilo que se considerou objectivo, não passa agora de um nevoeiro que já se foi.
Mas a vida continua! O tempo avança e eu avanço arrastada pela maré! Acordo, vivo o dia, depois contemplo a noite, voo pela madrugada e sonho como se não fosse acordar nunca mais!
Morre-se de sede em frente ao mar quando nos apercebemos que mesmo tendo corrido atrás da nossa meta...por um segundo ela nos escapou; ou quando nos apercebemos que afinal os nossos sonhos são sempre gigantes para serem projectados em coisas ou pessoas pequenas demais para os alcançar!

De algumas coisas eu tenho a certeza: vão haver sempre sonhos, vai haver sempre algo para construir e vai haver sempre alguém que venha destruir aquilo que construimos! Depois bate-se com a porta, deixa-se o silêncio para quem o queira ouvir e as palavras para quem as queira ler!




Compreenda-se que "Morrer de sede em Frente ao Mar" é apenas a metáfora que hoje me descreveu! Amanhã, provavelmente, não fará qualquer sentido. Mas as palavras também são metáforas e quem disse que elas não têm o seu sentido?!

Sábado, 8 de Outubro de 2011

Viciante!


As pessoas são viciantes! São equivalentes ao álcool ou ao tabaco..são drogas que não nos cansamos de ingerir, porque ficamos viciados nelas.
Habituámo-nos à presença dessas pessoas, convivemos e vivemos lado a lado com elas, fazem parte do nosso dia-a-dia, acompanham as nossas batalhas, caminham connosco, sorriam quando sorrimos, choram quando choramos e a determinada altura percebemos que já entraram na nossa vida e que foram ficando sem pedir licença. Habituámo-nos então aquela presença e quando damos por nós....já não lhes podemos fugir. Os seres humanos têm destas coisas! Mas nem tudo são rosas e muitas vezes acontecem divergências, porque cada um tem a sua maneira de agir e de pensar e felizmente não somos todos iguais.
E agora pergunto-me: São as relações entre os seres humanos que são complicadas? Ou somos nós, humanos, que as complicamos?
Não encontrei, ainda, a resposta para estas perguntas. Sei apenas que me vicio nas pessoas, como quem fuma um cigarro ou bebe um copo todas as noites. Elas -as pessoas - são pequenas drogas que são simultâneamente o meu mal e a minha cura!
São o meu mal porque perante a consciência do "vício" preciso de uma solução rápida para me "desviciar"...o que trás sempre algum desalento e desilusão...todos os vícios nos iludem! É inegável! Não me digam o contrário!
E são simultâneamente a minha cura porque preciso desse "vício" para sobreviver. Afinal o que é feito de nós se não houver ninguém à nossa volta?!

Eu só sei que estou numa luta constante contra os meus "vícios" a ocultar as tareias do passado, fazendo as pazes com o presente e ajustando ao meu mundo a velocidade com que vou viver o futuro!

Limites

É inegável que existem limites e barreiras para tudo. É também inegável que por muitas vezes se ultrapassa esses mesmos limites. E é por isso que precisamos de "pausas" para pensar e repensar se estamos a ir no caminho certo e se os limites de velocidade a que vamos não foram já excedidos. No meu caso concreto penso que já perdi a noção e ultrapassei-os todos, sem sequer me aperceber!


A vida é um processo muito rápido: é uma calma aparente, o tempo de uma frágil recordação...a intensidade do que se sente, equivalente ao pulsar de um coração.


E há muitas maneiras de viver - há quem viva a correr, há quem viva devagar, há quem passe pela vida e há ainda quem não viva nada por medo do que possa acontecer - eu optei por moderar a velocidade, porque dei por mim a conviver com os dias sem sequer olhar para eles. E quando dei conta o tempo tinha-me escapado por entre os dedos e o chão já me fugia debaixo dos pés.


Sobraram-me os sonhos e a esperança que comanda quase todas as vidas e tive uma sensação equivalente à de quem ia a 150km/h numa auto-estrada e fez marcha-atrás! Isto tudo porque não avaliei as causas nem as consequências dos meus actos, muito menos medi os estragos que poderiam acontecer e faltou-me o tal momento de reflexão.




Neste momento perdi-me numa "pausa" para redefinir os meus limites, para ponderar a que velocidade devo ir. Vou devagar porque já não tenho pressa, porque o tempo já não espera por mim e já não tenho nada que me prenda, nem nada que me impeça de ir...porque tudo se faz e se desfaz muito rapidamente...



"Foi como ir a 150km/h e fazer marcha-atrás..."

Terça-feira, 27 de Setembro de 2011

"O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis."


Fernando Pessoa

Sexta-feira, 16 de Setembro de 2011

Deve Cansar Ser Herói!

Deve cansar ser Herói! Carregar nas costas o peso do mundo, o peso dos problemas dos outros. Querer resolvê-los como se dos seus problemas se tratasse.

Deve cansar ser Herói! Ser descrente no péssimismo e puxar sempre pelo lado positivo de todas as coisas.

Deve cansar ser Herói! Praticar sempre o bem, mesmo quando o bem nem sempre é a melhor solução. Não ser valorizado por acção nenhuma e ser sempre chamado a agir em caso de emergência. Para depois ser esquecido numa prateleira qualquer...porque os verdadeiros heróis só se encontram no endereço dos livros de banda desenhada, nos sonhos dos loucos ou nos filmes de acção.

Mas não é só no cinema que existem os bons e os maus da fita. Na vida real eles também existem. E nos filmes lá estão os hérois sempre presentes e prontos a salvar o mundo...


E eu fico à espera que um Herói

me tire deste filme...

que é a vida real.